Cinco conselhos para viajar o mundo com pouco dinheiro ou quase de graça

É possível viajar o mundo todo gastando apenas US$15 (R$ 47) por dia – incluindo voos, alimentação e vistos? O dinamarquês Henrik Jeppesen garante que sim.

Ele, que tem 28 anos, se tornou conhecido em abril do ano passado por ser uma das poucas pessoas – e provavelmente a mais jovem – a visitar todos os 193 países reconhecidos pelas Nações Unidas.

Jeppesen garante que realizou essa façanha gastando um total de 50 mil euros (R$ 165 mil), o equivalente a cerca de US$ 15 diários se avaliado que a viagem ao redor do planeta durou cerca de 3 mil dias.

“O que eu fiz pode ser feito por qualquer um, na verdade”, afirma o dinamarquês.

Ele atualmente está em Madri, de onde partirá em breve para uma nova aventura que inclui o Brasil e outros países como Argentina e África do Sul e segue até a Europa, onde o jovem deve fazer uma viagem de seis meses de carro, para então passar um mês nas ilhas Seychelles e se dirigir à Nova Zelândia.

Jeppesen dá, a seguir, algumas dicas para quem quer viajar o mundo com pouco dinheiro:

Voos

 

As passagens de avião são geralmente os custos mais relevantes para os viajantes. Mas não para Henrik Jeppesen.

“Viajei da Dinamarca para a África por 6 euros (R$ 19), da Itália para Marrocos por 3 euros (R$ 9,80). Também voei da Malásia para a Austrália por 40 euros (R$ 132). E fiz voos domésticos na Malásia que me saíram por 2,5 euros (R$ 8,30)”, afirma.

Para conseguir esses preços, Jeppesen assina os boletins informativos das principais companhias aéreas de baixo custo. E quando ele recebe um aviso de que há uma oferta, logo vai para o laptop e busca por voos a preços irrisórios.

“O importante é ser flexível tanto nas datas como nos destinos. Dessa forma, você consegue voar pagando quase nada”, afirma.

E completa: “é preciso voar com bagagem leve para evitar as tarifas que muitas companhias aéreas cobram se você excede um determinado número de quilos ou se as dimensões ultrapassam as definidas para as bagagens de mão”.

Hospedagem

 

A hospedagem é outro custo que pesa no bolso. Mas na volta ao mundo visitando todos os países do mundo, Jeppesen garante que não gastou mais do que cem euros (R$ 330) em hotéis.

“Meu conselho é tentar se hospedar em casas de pessoas do lugar. Sempre há pessoas dispostas a ceder um sofá ou um colchão a quem necessite. Eu uso muito o Couchsurfing, um site que oferece aos usuários intercâmbio de hospitalidade, mas também já dormi em casas de pessoas que conheci na rua e nunca tive problemas.”

“Mas neste caso é preciso estar alerta”, reconhece.

Jeppesen admite que em algumas ocasiões não conseguiu encontrar uma alma caridosa que pudesse emprestar um sofá.

“Nesses casos, você pode dormir no aeroporto. Procure uma área menos movimentada e se acomode ali, com a tranquilidade que só se tem em lugares seguros.”

Transporte

 

Nada de alugar carros e, muito menos, usar táxis. Para economizar, o turista precisa sobretudo de carona.

Henrik Jeppesen, por exemplo, já se locomoveu milhares de vezes depois de acenar para carros que acabavam parando.

“Mais uma vez, eu nunca tive problemas. Convém estar atento, mas minha experiência sempre foi boa. Na verdade, só fui roubado quatro vezes enquanto percorria o mundo, e isso aconteceu em lugares supostamente seguros, como Inglaterra, Bélgica e China. Suponho que, entre outras coisas, por eu baixar a guarda nesses lugares.”

Caso você não queira ou não possa pegar carona, Jeppesen recomenda usar os ônibus mais baratos.

Comida

 

Nesse quesito, a dica de Jeppesen é que você compre os alimentos em supermercados. “É o mais barato.”

Patrocínio

 

Apesar de todos os conselhos a partir das experiências que passou, Jeppesen já não viaja mais como fazia no início das aventuras.

Há alguns anos, ele consegue viajar sem gastar absolutamente nada.

“Em 2012 me dei conta que poderia viver disso. E é isso que eu faço.”

E ele explica: atualmente mantém acordos com empresas que pagam para que ele as promova entre seus muitos seguidores nas redes sociais e em seu blog.

Ou seja: ele ganha passagens aéreas e estadias em hotéis para falar dessas empresas no blog (http://www.henriktravel.com/), na conta de Twitter (@henriktravel), de Facebook (https://www.facebook.com/henriktravel) ou no Instagram (https://www.instagram.com/henriktravel/).

Em Madri, está hospedado em um hotel cinco estrelas sem pagar nenhum centavo.

“Entrei em contato com eles e propus escrever sobre o hotel em troca de um quarto, e eles aceitaram”, disse.

A passagem de avião de Madri ao Brasil – onde ele deve chegar em breve – ficou a cargo da Tap, companhia aérea portuguesa que o convidou para fazer a viagem.

“Esse é meu último conselho: se alguém quer passar a vida viajando, deve tratar de fazer um blog e contas nas redes sociais e, a partir de então, encontrar patrocinadores. Isso foi o que eu fiz, e funcionou.” (AG)

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